Diário de Bordo – 1 dia em Veneza, Itália
“Eu tenho de conhecer Veneza porque ela vai sumir do mapa em breve”. Foi essa frase que fez Danubia incluir a cidade italiana em nosso roteiro de 21 dias pela Europa e pela África, em abril de 2018. Além de Veneza, visitamos ainda Londres, Amsterdam, Paris, Florença, Roma e Cairo.
Por que ela vai sumir do mapa? Segundo dados, a cidade-flutuante está dentro de uma laguna de 550 quilômetros quadrados. Nos últimos 100 anos, o nível do mar vem subindo constantemente, tendo aumentado em 30 centímetros neste período.
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Ou seja, a cidade está afundando e os cientistas apontam que ela deva desaparecer até o final de 2100, quando as águas terão subido entre 90 e 120 centímetros.
Tá longe ainda, né. Mesmo assim, Danubia não queria correr o risco kk. Confesso que, a princípio, não queria ir para lá. Principalmente porque chegaríamos de manhã e iríamos embora no final da tarde. Um gasto desnecessário para pouco tempo. Mas, mais uma vez, nos surpreendemos positivamente.
Veja como foi nosso dia em Veneza, cidade com cerca de 55 mil habitantes (os moradores estão diminuindo a cada ano) e que recebe 30 milhões visitantes anualmente.
Descubra porque nos apaixonamos por ela e já a incluímos nos destinos que queremos voltar.
Leia outros posts e veja como foi maravilhosa esta viagem:
1 – Primeira vez na Europa e na África
2 – Diário de Bordo – 5 dias em Londres
3 – Diário de Bordo – 2 dias em Amsterdam
4 – Diário de Bordo – 3 dias em Paris
5 – Diário de Bordo – 1 dia em Veneza
6 – Diário de Bordo – 2 dias em Florença
7 – Diário de Bordo – 3 dias em Roma
8 – Diário de Bordo – 2 dias no Cairo
1 DIA EM VENEZA, ITÁLIA – DIÁRIO DE BORDO
Chegada – 14 de abril – Diário de Bordo – 1 dia em Veneza
Como disse, a princípio, chegaríamos de manhã, por volta das 10 horas, vindo no trem noturno de Paris, e iríamos para Florença, também de trem, por volta das 19 horas.
Mas, após fazermos algumas pesquisas, percebemos que de avião seria mais barato e mais cômodo, mesmo tendo que ficar por uma noite em Veneza.
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Então, mudamos todo nosso plano e reservamos uma diária no hotel Agriturismo Ca’Danieli. Gente, foi a melhor coisa que fizemos e nosso único arrependimento é de não ter ficado nele por mais alguns dias, apesar da distância do centro de Veneza.
Nós chegamos na estação por volta das 22:30 horas. Por meio do Booking, o hotel entrou em contato com a gente para saber se queríamos contratar o transfer por 15 Euros. Como aceitamos, ficamos aguardando por uns dez minutos no local indicado para irmos para o hotel, que fica a 1,5 quilômetros do aeroporto. Bem pertinho.
Como o Ca’Danieli não tem atendimento 24 horas, eles deixaram na porta da recepção um papel nos dando boas-vindas e indicando qual seria o nosso quarto. Chegado nele, a porta já estava destrancada e também tinha um papel com as mesmas boas-vindas.
O hotel é uma gracinha. Os quartos são chalés envoltos de muito verde. O nosso era bem espaçoso e, quando chegamos, ele estava todo perfumado. O banheiro também era bem grande e o lugar onde as toalhas estavam penduradas esquentava, deixando-as bem quentinhas. Uma delícia para quem estava chegando no hotel quase meia-noite.
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1º dia – 15 de abril – Diário de Bordo – 1 dia em Veneza
Nosso primeiro e único dia em Veneza começou bem cedinho. Por volta das 8 horas, levantamos e fomos tomar café.
O café da manhã do hotel era simples, mas bem gostoso. Tinha pães, frios, bolo, cereal, iogurte, café, suco, leite e outros itens.
Só não gostamos de uma coisa: quando pedimos os frios, que não estavam na mesa, veio um pratinho com algumas fatias.
A mussarela, porém, veio metade para cada uma de nós… Mamis arregalou o olho e ficou espantada com a falta de fartura kk.
Depois do café, contratamos novamente o transfer do hotel que nos deixou (40 Euros) na estação ferroviária Santa Lúcia, que fica a cerca de 10 quilômetros.
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E aqui vale uma dica: não leve muitas malas, principalmente as grandes. O carro não chega perto da estação. É preciso ir a pé e passar por uma ponte – Ponte da Constituição – que é uma escada com muitos degraus. Ainda bem que eles eram baixinhos.
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Detalhe da Ponte da Constituição de acesso à estação Santa Lúcia – Diário de Bordo – 1 dia em Veneza |
Agora imagina a gente com três malas pequenas, uma mala grande e duas mochilas, tendo que subir e puxar aquilo tudo para chegar à estação!!! Agora é engraçado, mas foi bem difícil.
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Tentando atravessar a Ponte da Constituição de acesso à estação Santa Lúcia – Diário de Bordo – 1 dia em Veneza |
Chegando à estação, fomos até o bagageiro para guardar as malas. Na data da nossa viagem, era cobrado 6 Euros por mala por até cinco horas. De seis a 12 horas, tinha um adicional de 1 Euro por hora. Depois disso, 0,50 Euros por hora.
Bom, depois de nos livramos de tanta tralha, saímos para explorar a cidade. Nossa primeira providência foi comprar os bilhetes do Vaporettoque nos levaria até a praça São Marcos.
Cada bilhetes estava sendo vendido por 7,50 cada trecho e você pode descer e subir quantas vezes quiser no período de uma hora.
A bilheteria fica em frente à estação. Nós compramos os bilhetes de ida e volta. Na hora de entrar, você precisa validar a passagem na máquina.
Na volta, porém, não vimos e passamos direto. Ninguém nos parou para conferir. Mas é bom não contar com a sorte, pois se um fiscal verificar, terá que pagar uma multa.
Nós pegamos o waterbus e seguimos em direção à famosa Piazza San Marcos. O percurso é feito em aproximadamente 30 minutos.
Quem conhece mamis, sabe que ela morre de medo de andar de barco e afins. Quando decidimos visitar Veneza, esse era o nosso receio em ir para lá: como convencê-la a entrar no Vaporetto.
O jeito foi falar que ele parecia um catamarã. Ela acreditou e nem reclamou kk. Até porque é muito seguro e confortável. Foi supertranquilo!!!
E é isso mesmo. O Waterbus, o ônibus de Veneza, navega bem devagar no Grande Canal. É dele que se pode ver os principais monumentos da cidade.
Tem uma parte fechada, com janelas de vidro e com bancos, que foi onde mamis ficou sentadinha. E tem a parte externa, onde Danubia e eu ficamos apreciando a paisagem: museus, igrejas, casinhas e pontes.
Aliás, Veneza conta com 409 pontes distribuídas em seus 177 canais, que são o charme da cidade.
Uma das pontes mais famosas é a do Suspiro, que foi construída em 1600 para ligar o Palazzo Ducale à Prigioni Nove, o primeiro edifício erguido para ser prisão. Recebeu esse nome, pois os presos que atravessavam a ponte paravam e suspiravam antes de chegarem à cela.
Assim que desembarcamos na praça, mamis já foi logo tratando de comprar umas lembrancinhas: imãs de geladeira, caneca, avental e alguns enfeites. Se deixasse, ela levaria mais coisas kk.
Como não tínhamos nenhuma programação na cidade, ficamos andando pela praça e pelos becos de Veneza. Até assistimos a uma apresentação na praça. Não sabemos sobre o que era, mas foi muito bonito de ver.
Nós (Danubia e eu, é claro) até pensamos em fazer o passeio de gôndola. Mas o valor salgado de 80 Euros por embarcação nos fez desistir. Até tentamos dividir com alguns turistas, mas não deu certo. kk
Mas esse passeio é um dos mais tradicionais em Veneza. A cidade é cortada por centenas de canais e em todos eles é possível ver as gôndolas com seus gondoleiros, sendo esta uma das fotos mais típicas da cidade.
Na hora do almoço, nossa escolha foi um restaurante que fica ao lado da basílica de São Marcos: Trattoria Ai Leocini.
Nós pedimos 1 prato de nhoque + 2 pratos de filé de frango grelhado com batata frita e arroz + 2 sucos e 1 refrigerante. Tudo deu 54 Euros. Estava uma delícia.
Depois do almoço, Danubia resolveu subir no Campanário para ver a cidade do alto. A subida dos 98,6 metros é feita de elevador e é preciso enfrentar uma filinha básica.
Lá do alto, a vista é maravilhosa. Danubia gostou tanto que tirou dezenas de fotos.
Enquanto ela estava apreciando Veneza do alto, mamis e eu estávamos explorando a cidade nas vielas e becos.
Na parte da tarde, nós três enfrentamos uma fila gigante para entrar na Basílica de São Marcos. Aos domingos, que foi o dia de nosso passeio, ela só abre às 14 horas. A entrada é gratuita.
É bom prestar atenção, pois, como tem muita gente, dá para confundir o tour lá dentro. Quem quiser apenas ver a igreja, deve sair pelo lado esquerdo.
Quem fica na fila do lado direito, vai para um espaço chamado Pala D’oro, que é uma escultura feita de ouro que tem mais de dois metros. Para ver, é preciso pagar 2 Euros.
Nós não entramos e ficamos apenas apreciando a basílica que é linda.
Ela foi construída em formato de cruz grega em 828 e inspirada em igrejas de Constantinopla, Istambul. Atualmente, guarda as relíquias de São Marcos, padroeiro de Veneza.
Dica: se estiver com bolsa e mochila, é preciso deixá-la em uma sala pertencente à igreja, que fica do lado esquerdo da entrada. Não é preciso pagar para guardar.
Depois da igreja, nós seguimos andando pelos becos até a famosa Ponte Rialto, que é a ponte em arco mais antiga de Veneza, construída entre 1588 e 1591 para os pedestres atravessarem o Grande Canal.
Foi lá que embarcamos, novamente, no Vaporetto, mas, desta vez, em direção à estação Santa Lúcia.
Ao longo da ponte tem inúmeras lojinhas, barraquinhas de camelôs e restaurantes.
Já na estação, pegamos nossas bagagens e aguardamos o trem para Florença que estava marcado para às 19 horas.
Enquanto esperávamos, resolvemos fazer um lanche. Pedimos 3 pedaços de pizza (que estavam ruins) + uma xícara de chá + um refrigerante. Tudo deu 14,30 Euros.
Às 19 horas em ponto, deixamos a linda Veneza para conhecer mais uma cidade italiana: Florença.
Os detalhes da viagem a Florença, você confere nosso próximo Diário de Bordo.
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1 – Diário de Bordo: 1 dia em Veneza.
2 – Diário de bordo: 2 dias em Florença.
3 – Diário de bordo: 3 dias em Roma.
4 – Roteiro 1 dia em Veneza, Itália.
5 – Roteiro de 2 dias em Florença.
6 – Roteiro de 3 dias em Roma.
Veneza
1 – O que fazer em Veneza: 47 atrações
2 – Vaporetto em Veneza: como se locomover em Veneza.
3 – Hotéis em Veneza: 5 dicas de onde ficar em Veneza.
4 – Campanário de São Marcos em Veneza: Vale a pena subir?
5 – Basílica de São Marcos em Veneza: como visitar.
6 – Praça de São Marcos: o coração de Veneza, Itália.
7 – Ponte Rialto: a mais antiga de Veneza.
Roma
1 – O que fazer em Roma: 35 dicas de atrativos.
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7 – Coliseu de Roma com mamis: como visitar.
8 – Verão italiano: praias perto de Roma.
Florença
1- O que fazer em Florença: 40 atrativos.
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1 – Como ver o papa no Vaticano.
2 – Vaticano: 6 atrativos para visitar.
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